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  • Mariana Benante

Os Maiores Desafios das Empresas Familiares

Atualizado: 15 de dez. de 2021



Empresas familiares são companhias privadas cujo controle pertence a membros da mesma família e normalmente assim permanece com o passar das gerações.


Tenho certeza que você caro leitor, conhece alguma empresa de cunho familiar. Ao contrário do que muitos pensam, para que uma empresa seja considerada familiar, não é preciso que todos membros sejam da família, e essas empresas não são apenas o mercadinho ou a farmácia do bairro.


Há grandes empresas (de capital aberto e fechado) que hoje são conhecidas em vários países e começaram com base familiar, como a Gerdau, Votorantim Cimentos, CSN, Tramontina, Magazine Luiza dentre outras.


Nos já mencionamos anteriormente aqui no Blog para vocês, https://www.marianabenante.com/post/a-importancia-do-planejamento-para-empresas- familiares que aproximadamente 80% das milhões de empresas existentes no Brasil são de base familiar, e que representam mais de 50% do PIB Nacional. Ou seja, é um dos modelos preferidos dos Empreendedores.


Porém, infelizmente, os índices de sobrevivência dessas companhias são muitos menores, onde apenas cerca de 5% sobrevivem à terceira geração. Esse resultado é catastrófico pois muitas dessas empresas, reconhecem a necessidade de implementar instrumentos essenciais à minimização desses riscos, e muitas sequer ouviram falar sobre Governança Corporativa cujos princípios basilares são a transparência, a equidade a prestação de contas e a responsabilidade corporativa (também denominada Compliance).


Depois de vários diagnósticos empresariais e de diversos estudos de casos, podemos perceber que os maiores desafios dessas empresas estão relacionados a Gestão, sendo os maiores desafios:


1. Falta de Profissionalismo e Comprometimento: É muito comum, no âmbito das empresas familiares a contratação excessiva de parentes para diversas funções. O maior problema sobre essa questão está na informalidade, muitas das vezes a contratação não condiz com a realidade, visando uma economia. Ocorre que, essa “economia” muita das vezes torna o colaborador desmotivado, e este não se compromete realmente com o negócio. Resultado: apensar de ter uma pessoa cuidando do setor x (por muitas das vezes com um salário menor do que o comum de mercado), este não entrega os resultados almejados devido a falta de incentivo, ou até mesmo de comprometimento pois é super comum que nesses casos não haja uma cobrança por resultados, indicadores de desemprenho e outros incentivos para que este colaborador melhorem suas performances.


2. Confusão Patrimonial: Um dos quesitos negativos campeões em relação as empresas familiares. A ausência de transparência financeira e de tetos estabelecidos podem acabar com qualquer negócio. O primeiro passo que não deve ser negligenciado é a emissão de um pró-labore (salário dos sócios). Essa remuneração deve ser escolhida com base nas funções que a pessoa exerce. Sendo que cada responsável poderá cuidar das suas questões financeiras particulares sem misturar com as questões da empresa.


3. Profissionalização da família e do negócio: Por trás de todo crescimento exige profissionalização independentemente do estilo da empresa. A contratação de profissionais qualificados e especializados para determinados cargos é requisito fundamental. Ademais, o investimento em cursos de capacitação, treinamentos e atividades correlatas para o quadro de funcionários devem ser um dos requisitos básicos essenciais. Afinal, conhecimento nunca é demais.


4. Sucessão nas Empresas: É preciso planejar a mudança de gestão. Conforme mencionado acima, infelizmente pouquíssimos negócios sobrevivem a terceira geração. Nesse quesito diversas estratégias devem ser pensadas, como a elaboração de um planejamento sucessório para já ter registrado quais medidas devam ser tomadas em caso de uma eventual morte ou incapacidade, um treinamento com os sucessores e até mesmo a passagem da administração para um terceiro que conheça mais sobre o negócio, mantendo os herdeiros apenas como sócios;


5. Adaptação a tecnologia e a inovação: A nova geração de empresas no Brasil é o resultado de anos de mudanças econômicas, comportamentais e tecnológicas que ocorreram entre o advento da globalização e o nascimento da sociedade tecnológica. Empresas familiares tendem a serem mais tradicionais e relutantes a inovação e a se adaptarem a tecnologia. Porém, não há mais espaço para mais do mesmo. A escolha, realmente é inovar ou morrer.


Não há dúvidas sobre a importância das empresas familiares, pois são grandes responsáveis pelo desenvolvimento dos negócios empresariais no Brasil e no mundo.


Entretanto, para continuarem contribuindo para o desenvolvimento do pais, precisam se estruturar, se organizar e buscar ferramentas que possam transmitir de geração em geração, a segurança jurídica e os valores e princípios empresariais/familiares.

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